À
Direção do Instituto A CASA,
Venho
por meio desta, relatar um grave fato ocorrido, às sete horas da
manhã, no cruzamento da Rua Batista Cepellos com a Rua Topázio, no
estabelecimento, denominado “Padaria Topázio”.
Adentrei
o estabelecimento referido, portando uma bandeira vermelha enrolada,
para tomar um café da manhã e me dirigir à manifestação do
“Grito dos Excluídos” promovido pelos Movimentos Sociais e a
“CNBB”.
Ao
encontrar um funcionário de origem Espanhola (não
é este o dono da padaria) do Mercado situado à Rua Batista
Cepellos, ao lado da padaria comentei com ele “vamos à luta?”
Após
este comentário, o proprietário da Padaria disse: “PT aqui não”.
Ao qual respondi, abrindo a bandeira, “Não é PT é CMP”.
Ao
tentar manter este diálogo, fui expulso do Estabelecimento, e este
senhor disse mais: “O que este País precisa é do Garrastazu
Médici”. Diante deste fato, disse um
palavrão e que nunca mais frequentaria o Estabelecimento de um
torturador. (Acredito que praticar a tortura, financiá-la ou
apoiá-la é da mesma forma um crime Hediondo).Posto isso, gostaria de analisar
o ocorrido: Eu sou uma pessoa que usa barba, muitas pessoas têm
preconceito sobre este fato. Sou uma pessoa que tem uma deficiência
física, uso uma bengala, da mesma forma existe um estigma contra
esta característica. Sou uma pessoa obesa, tenho 149 quilos. Assim,
não fazendo parte dos padrões estéticos estabelecidos pela classe
dominante. Também, uso roupas simples que não são de griffe, o que
causa em muitas pessoas medo e receio. Sou morador da rua Batista
Cepellos, frequento a Igreja Nossa Senhora do Carmo e sou Paciente
desta Clínica, na Rua Dr. João Maia, desta forma sou conhecido por
ter transtorno mental, o que nunca escondi de ninguém, mas que gera
muito preconceito. Posso depreender que a reação
preconceituosa que sofri, vem desta minha condição de ser humano,
que é contrária aos padrões estabelecidos pelos meios de
comunicação, com a função clara de lucrarem com a indústria
farmacêutica, estética e de segurança, entre outras. Incutindo
falsas necessidades aos individuo e à
sociedade. No entanto, quando se apregoa a
exaltação do regime de exceção na figura de quem nos últimos
sessenta anos foi o maior construtor do aparelho repressivo,
incentivar e formador de quadros de torturadores que ainda perduram
na PM, FEBEM ou Manicômios e desrespeitador dos Direitos Humanos
esta não é uma questão de preconceito e de ignorância, mas uma
postura Ideológica que deve ser combatida e execrada da sociedade
Brasileira. Diante deste ocorrido solicito
um posicionamento da Direção do Instituto A Casa! Sem Mais, São Paulo, 08/09/2013
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente